Região
Escândalo da carne

Dois servidores pedem afastamento do cargo

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Os servidores públicos José Aparecido de Oliveira e José Roberto Toniato, que ocupavam os cargos de secretário adjunto e diretor de gabinete, respectivamente, na Secretaria de Educação de Jaú , pediram afastamento após o escândalo da carne – na semana passada, 300 quilos de linguiça da merenda escolar foram descartados em um córrego da cidade por funcionários da pasta. O anúncio foi feito na tarde de ontem pelo prefeito Osvaldo Franceschi Júnior, em entrevista coletiva realizada para informar, oficialmente, a abertura de sindicância administrativa interna para apurar o caso. A previsão é que laudo seja divulgado em 30 dias.

A irregularidade veio a tona na última semana, quando o fotógrafo de um jornal da cidade flagrou Jorge Mário e Alair Brandão descartando o produto. O casal foi abordado pela Polícia Militar (PM) em um Ford Courier que transportava carne. Eles estavam em uma estrada próxima à vicinal que liga Jaú a Dois Córregos, por volta das 15h de quinta-feira. O carro onde estava o produto não tinha identificação do Poder Executivo.

Na ocasião, em depoimento à polícia, os dois que se identificaram como servidores da secretaria de Educação de Jaú, disseram que executavam o serviço a pedido de uma nutricionista, encarregada pelo setor de merendas. O casal não soube explicar porque estava transportando a linguiça e qual era a procedência e o destino do produto, que estava congelado e embalado. Segundo informações da PM, Brandão alegou que estava se dirigindo a propriedade rural para fazer o cadastro de um aluno.

De acordo com o prefeito, notas confirmam que a solicitação do produto foi feita no dia 27 de novembro do ano passado. O questionamento é por que esta grande quantidade de carne foi adquirida dias antes de terminar o ano letivo.

“A sindicância é para investigar todo o caso, desde a compra até o descarte. Vamos verificar se o produto estava com data de validade vencida, já que esta foi a justificativa dada. O caso é que não existia nenhuma informação deste tipo na prefeitura e muito menos solicitação de descarte. Sabemos que todo alimento perecível, se passou do tempo de validade, deve ser descartado, mas não desta forma”, revela Franceschi.

“O professor José Aparecido de Oliveira e o servidor José Roberto Toniato pediram afastamento de seus cargos e eu aceitei de imediato. Esta iniciativa deve tornar a investigação mais fácil. Assim que tivermos o resultado, vamos fazer o que for justo e, caso precise de novos afastamentos, não vou exitar”, acrescenta o prefeito.

Os 300 quilos de linguiça deviam servir 90 unidades educacionais, segundo o prefeito. O prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 2 mil, com cálculo baseado no valor de R$ 6,50 o quilo do produto. De acordo com Franceschi, a compra dos alimentos é de responsabilidade do setor de merendas, composto por três nutricionistas formadas e concursadas.

O delegado Edmilson Bataier, que atendeu o caso na semana passada, revelou, na ocasião, que em princípio o motorista alegou que a pessoa encarregada, que seria uma nutricionista, teria dito que a carne não estaria própria para o consumo e que ela não iria arriscar a saúde das crianças, e por consequência ela deveria ser inutilizada.

Após o flagrante, uma equipe da Polícia Civil foi deslocada até o setor da prefeitura onde as carnes da merenda escolar ficam armazenadas. Lá havia alguns freezeres e, no interior deles, foi constatada uma quantidade grande de carne, mas tudo dentro da validade e em boas condições.

A carne apreendida com os funcionários municipais foi apreendida e armazenada na câmara frigorífica de supermercado da cidade para que possa ser periciada. Os resultados dos exames que vão apontar se o produto descartado estava próprio para o consumo deverão ficar prontos dentro de 30 dias.

Oliveira tinha sido nomeado como novo secretário de Educação pelo Projeto de Reforma Administrativa da prefeitura, mas não chegou a assumir o cargo. A assessoria de comunicação da administração municipal informou que o então secretário de Educação de Jaú, Luiz Carlos de Campos Prado Júnior, não vai se pronunciar.

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1 Comentários
Nelio Antonio Conte
23/02/2010, 14:32
Porque a polícia transportava carnes em um Ford Courier quando abordou o casal (sic)da noticia acima? O carro da polícia (um Ford Courier, segundo o reporter) serve, deve ou pode transportar carnes e lingüiças? O comando da policia militar autorizou, ou tem conhecimento desta atividade? Já informaram à corregedoria da policia sobre este fato? Isto é muito grave. Releiam como o redator postou esta noticia: "O casal foi abordado pela Polícia Militar (PM) em um Ford Courier que transportava carne." Ou é falta de alfabetização completa ou caso de sindicância policial. De qualquer forma ambas as possibilidades exigem providências
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