Clovis Martins
SV Assessor de Segurança de Vôo formado pelo CENIPA, Presidente do CONSEG de Botucatu.
O violino e a política
O título escolhido para este artigo parece estapafúrdio e até mesmo de um carnavalesco fora de época, porem o violino, é um instrumento musical, materialmente palpável e a política, uma “ferramenta” da qual a humanidade se serve para sua autogestão. Um é físico e nos encanta com suas maviosas notas musicais sob as carícias das mãos de artistas hábeis e inspirados. Já o outro, a política, sendo intangível em um primeiro momento, possui efeitos imediatos e deletérios tão palpáveis quanto agressivos que podem nos levar dos píncaros à desgraça, e vice e versa vide Mensalão, Mensalinho Aloprados, e agora o Arrudagate. Aqueles “mais iguais” perante as Leis, entretanto constroem verdadeiros impérios pessoais... Os “antigos” petistas, que tanto sonharam em combater os governos presididos pelos generais por eles chamados de; “ditadura”, hoje se decepcionam com a camaleônica mudança das vestes de seu aguerrido partido, outrora tão combativo contra as benesses das elites. Hoje seus “cardeais” e eminências pardas aproximam-se do status de verdadeiros “Califas” que prometem o que o povo sonha e cumprem apenas o que os grandes grupos econômicos exigem em troca de seus financiamentos de campanha. Ah! Não esquecer as famosas “sobras de campanha” e o já institucionalizado Caixa Dois. Você leitor; experimente criar um caixa-dois em seu micro negócio para ver o tamanho da desgraça que a Receita Federal e policia política lhes irão impor. Ano passado o Santander e a Ford foram autuados em Bilhões pela receita Federal e depois de reclamarem junto aos donos do puder exarou-se novas regras para fiscalização dos mega grupos econômicos. Agora somente com o “OK” do Califado em Brasília esses grupos poderão ser fiscalizados. Para compensar o abrandamento da “mordida” aos mega sonegadores, “habitues” financiadores de campanhas políticas, a corda como sempre irá arrebentar para o lado mais fraco. Defrontamo-nos diante de uma verdadeira “cara dura” de uma caravana que caminha com sua ditadura disfarçada de forma mais cruel quanto aquela que eles dizem ter combatido. Como se não bastasse pipocou a noticia de que a campanha eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2006 teria recebido uma doação de uma operadora portuária em Santos, em um caso considerado semelhante ao do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). O prefeito de São Paulo teve seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo devido a doações consideradas ilegais na sua campanha. Bastou vir a tona essa noticia que levantou a ponta do tapete lullista que de pronto cancelou-se a cassação do Prefeito Kassab. ?!! Como diz o caipira: não mexa com o meu mensalinho que eu não mexo com o teu MENSALÃO!!! Tentam justificar desvios de conduta com erros grosseiros e falta de hombridade. Segundo (Edmund Burke); “Tudo o que é necessário para que o mal triunfe é a omissão dos homens de boa índole. Neste domingo p.p. o PT tentou disfarçadamente apresentar um programa mais radical à sua filha predileta para tentar resgatar sua outrora credibilidade, com uma pretensa radicalização bem ao gosto do povão. Como o tal de PNDH 3 que é um inequívoco sinal exterior daquilo que não passa de uma ditadura Branca digo Vermelha... Porém resta provado mais uma vez que a política é trabalhada pelos grandes camaleões políticos como hábeis violinistas quando manipulam violinos: Apanha-se o violino com a esquerda, porem toca-se com a férrea mão de uma extrema direita.
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